quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Fast Food




O que comemos,bebemos, nossa alimentação pode trazer prejuízos graves a saúde!

Veja algumas matérias sobre o assunto.


Filme mostra os malefícios do "fast food"
Rodrigo Zavala

Comer todos os dias hambúrgueres com batatas fritas pode ser o sonho de muitas crianças, não só nos Estados Unidos, mas em grande parte do mundo. No entanto, as consequências desse tipo de dieta podem ser catastróficas, como fica provado no documentário "Super Size Me", do americano Morgan Spurlock.
Durante um mês inteiro, o diretor comeu frente às câmeras três refeições saídas diretamente do restaurante McDonald's, apesar da consternação dos médicos que acompanharam toda a dieta. "O filme é a jornada pelo mundo dos problemas de saúde gerados pelo ganho de peso e pelas cadeias de fast food", afirmou o diretor, que esteve esta manhã em São Paulo para promover sua produção.
Spurlock confessa que teve a idéia de fazer tal documentário a partir de uma série de reportagens televisivas sobre a epidemia de obesidade na América. "Tudo levava a crer que nós, assim como o resto do mundo, subitamente tivéssemos assumido a postura do gordo feliz", criticou.
Um levantamento feito nos EUA mostrou que 13% das crianças de entre 6 e 11 anos e 14% dos adolescentes entre 12 e 19 tinham sobrepeso. A manutenção do padrão de inatividade física e erro alimentar mostrou que o sobrepeso e a obesidade atingem entre 30% a 35% das pessoas com idade abaixo dos 30 anos. E esses dados estão desatualizados. "Eu assisti a inúmeras crianças obesas e incontáveis famílias que saíam para comer fora, noite após noite, entupindo-se de pizza e hambúrguer", lembrou.
Segundo Spurlock, parte da culpa recai sobre a técnica publicitária, desenvolvida para seduzir e condicionar crianças. No McDonald's, por exemplo, o palhaço é o símbolo de divertimento nos parquinhos coloridos das lojas, além de aparecer sempre nos comerciais. Um fato curioso no filme é o teste que o diretor faz para provar a presença de Ronald na memória das crianças. Quando mostra fotografias para as crianças, que reconhecem, sem titubear e com sorriso no rosto, o palhaço, confundem Jesus Cristo com George W. Bush.
E o assunto está bem longe de ser restrito apenas aos Estados Unidos, como advertiu o próprio diretor. Em março deste ano, em Genebra (Suíça), ministros da Saúde do mundo inteiro chegaram a um acordo para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprove uma estratégia para o combate da obesidade - principal causa do aumento das doenças cardiovasculares e de diabetes - que defende a redução da ingestão de açúcar.
Entre as principais recomendações do documento apresentado estavam: diminuição de açúcar, sal e gordura em alimentos industrializados; controle da propaganda de alimentos para crianças; aumento das informações nutricionais nos rótulos de produtos; fiscalização sobre as qualidades anunciadas nas embalagens; investimentos em programas de educação sobre a saúde. "É uma cultura que começa logo no berço e continua por toda a vida adulta. Isso é um absurdo. E os resultados podem ser vistos nas ruas".
Quando questionado sobre a clara idéia de que comer um mesmo alimento durante um mês inteiro também é prejudicial, Spurlock é enfático:" Se você comer todos os dias brócolis, também poderá ficar doente. Mas os agricultores não falam todos os dias para você comer o vegetal, não criam parques, desenhos ou brinquedos. Muito menos falam que brócolis é uma refeição."
Durante o documentário, o espectador verá a equipe do diretor perguntar a 100 nutricionistas qual é a média saudável para comer esse tipo de alimento, seja ele McDonald's, Bob's, Burguer King ou Taco Bell. Todos afirmam que a média deve ser no máximo duas vezes por mês.
A nutricionista brasileira Carolina Sayad, uma das profissionais do Hospital Sta. Isabel, em São Paulo, é da mesma opinião. "Esses alimentos são ricos em gorduras, conservantes, corantes, além de serem extra calóricos. Mesmo as saladas não se comparam, em termos nutricionais, as que fazemos em casa", analisa.
Depois de um mês se alimentando desse tipo de "refeição", Spurlock apresentou hipertensão, problemas no fígado, estômago e fortes dores de cabeça causados pelo excesso de açúcar. Além disso, em menos de 30 dias já havia superado seu peso em mais de 10 quilos. "Tudo o que eu queria era que essa experiência chegasse ao fim", alegra-se o diretor, que depois de um ano, voltou ao seu peso normal.
A relação entre a educação e as diferentes mídias como ferramentas para estimular práticas educativas (educomunicação). Esses são os focos da seção Mídia & Educação.
outros destaques


Rapidez para tudo
A principal justificativa dada pelas pessoas que consomem os chamados fast food (comida rápida) é que eles são práticos e rápidos. Novas pesquisas científicas, contudo, mostram que esta também é uma via rápida para a obesidade, as doenças coronarianas e para o Mal de Alzheimer.
Efeitos nas crianças
Recentemente, uma pesquisa feita no Brasil mostrou que os fast food estão entre as principais causas das doenças coronarianas em crianças. Entre os fatores de risco estão a obesidade, o sedentarismo, a pressão alta, a alteração das taxas de colesterol e triglicérides.
"Isso vem dos fast foods, da vida na frente da televisão ou do computador, ou seja, da não orientação adequada das crianças", destacou a presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Pediátrica, Ieda Jatene. (veja a reportagem completa em Obesidade já é problema maior do que desnutrição entre crianças brasileiras).
Efeitos nos jovens
Outra pesquisa demonstrou que 97% dos jovens brasileiros precisam rever seus hábitos alimentares.
"A tendência é que um jovem de 19 anos passe mais tempo fora de casa e, por isso, a alimentação seja baseada em fast foods e comidas menos saudáveis. Além disso, a maioria dos adolescentes nessa faixa etária já trabalha e tem mais autonomia nas escolhas", afirma a nutricionista Samantha Caesar de Andrade (veja esta reportagem completa em Maioria dos jovens tem maus hábitos alimentares.
Efeitos na maturidade
Agora, uma nova pesquisa feita na Suécia, demonstra que os fast foods também podem ser uma via rápida para o Mal de Alzheimer.
A pesquisa foi feita em animais de laboratório, que receberam uma dieta rica em gordura, açúcar e colesterol, dosados para reproduzir com fidelidade o valor nutricional dos lanches do tipo fast food.
Alterações no cérebro
Depois de nove meses sujeitos a esta alimentação, os animais desenvolveram alterações no cérebro associadas aos estágios preliminares do Mal de Alzheimer.
"Ao examinar os cérebros destes ratos, nós descobrimos uma mudança química que não é diferente da encontrada no cérebro com Alzheimer", disse Susanne Akterin, do Centro de Pesquisa do Mal de Alzheimer do Instituto Karolinska, em Estocolmo.
Os testes mostraram que os alimentos alteraram a formação de uma proteína chamada Tau, que forma nódulos no cérebro de pacientes com Alzheimer, que impedem o funcionamento normal das células, fazendo com que elas morram.
Danos à memória
Outra conclusão do estudo é que o colesterol presente nos fast foods reduziu os níveis de outra substância no cérebro, chamada Arc, uma proteína ligada ao armazenamento da memória.
"Nós suspeitamos que um alto consumo de gordura e colesterol, em combinação com fatores genéticos (...) podem afetar de maneira adversa várias substâncias no cérebro, que podem ser um fator que contribui para o desenvolvimento de Alzheimer", afirmou Akterin.
A pesquisadora disse que "os resultados dão alguma indicação de como o mal de Alzheimer pode ser prevenido, mas são necessárias mais pesquisas neste campo antes que se possa fazer um aconselhamento apropriado ao público".


Comerciais de fast fodd contribui para obesidade infantil e adolescente!

Um estudo recente foi publicado no “Journal of Law & Economics” atesta que há uma ligação direta entre a obesidade infantil e comerciais de fast food.
O estudo foi feito com quase 13.000 crianças nos anos de 1979 e 1997 e abrangeu todos os Estados Unidos. Neste período foi constatado que a quantidade de crianças obesas entre 6 e 11 anos triplicou.
De acordo com a pesquisa a proibição destes comerciais nos horários infantis acarretaria em uma redução de crianças obesas de 18% na faixa de 3 a 11 anos e de 14% para os adolescentes entre 12 e 18.
Os autores da pesquisa não acreditam que proibir os comerciais de fast food seja uma tarefa fácil pois requereria um grande esforço governamental. Agora imagina se fosse no Brasil, exigir isto de nossos políticos é o mesmo que pedir honestidade em suas gestões ou seja, nunca iria acontecer.
Vale destacar que a Noruega, Suécia e Finlândia são países que proibiram comerciais em programas infantis, além do mais no Canada a CBC que é uma emissora pública também não veicula comerciais na programação infantil.

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